domingo, 29 de maio de 2011

Deus mora no céu de outono


Ps. Por alguma razão acho que o que eu escrevi combina com essa música


Essas manhãs de outono são de uma coragem desafiadora
É quando o pulsar fica mais forte
e os abraços parecem ser maiores de medida
Quando nos sentimos mais capazes
Deus deve morar no Céu de outono
shuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Abro os olhos e sinto aquele friozinho característico
Já sei, meus pés estão descobertos
Ouço os passarinhos maritaqueando no pé de jabuticaba
dão toquinhos no meu vitrô,tudo bem; eu vou levantar

penso nas arvores dançando, preciso olhar

É domingo, 8h
abro a janela, digo bom dia ao Dia
respiro os beijinhos dos pardais cantarolando meiguices 

O vento conserta meu cabelo desarrumado pelo travesseiro
olho no varal,
a velha colcha de retalhos sorri para mim
com as lembranças de tantas primaveras e invernos

Um ar áspero me desconserta por um momento
e gagueja em meu ouvido:
“talvez não traga aquela folha de volta, podia levar a que ficou”
Shuuuuu shuuuuuu... As folhas arrastadas me dizem: Calllma...

A colcha de retalhos agora voa e vai para o alto,
vejo ela se afastando indócil,
sem pudor, sem saudade,
sem nem mesmo tentar ficar para me aquecer, me envolver,
ou me devolver o que me tirou
Esse vento de outono

Me debruço sobre a janela, me encosto em um sonho que tive
e me recordo de outra calma: “Calma”
Um suspiro de janela, uma namoradeira de outono
Então vejo as folhas amareladas da mangueira
a velha caminhonete do meu pai se rendendo ao zinabre
E eu começo a me render ao cansaço de sentir tanto...
mas as manhãs de outono são tão mais bonitas,
Deus mora em um céu de manhã de outono

É outono, eu amo as manhãs de outono
Quando posso desbravar o céu contemplando os tons de azul
quando o vento empresta a liberdade e me dá coragem
É quando meu abraço parece maior
quando meus sentimentos parecem mais capazes
É, Deus mora no céu de outono

Fui inflada por esse sentimento no mesmo ato
Me pareceu tão certo e comprovado que naquele momento
Seria exatamente do jeito que imaginei
O outono bem costurado
Quatro pés debaixo da colcha de retalhos
e o vento soprando do lado de fora,
fazendo-se de música, enchendo nossos ouvidos de bobices

Mas agora o vento leva e traz os retalhos costurados
no varal a colcha dá um vacilo e se estende no chão
ouço um bem-te-vi canhoto tão longe
Fecho os olhos... É tão bonito o céu de outono
Shuuuuuuuuuuuuu, shuuuuuuuuuuuuu

Me engasgo em pensar: o outono é para os amantes
um clima perfeito para a temperatura dos corpos
Deito sobre a colcha de retalhos e namoro minhas incertezas
Bem vinda ao lar: não me quero de volta, quero voltar
Eu não sei se posso, volto a minha janela, ela é um quadro
Um esquadro perfeito de ampliar vontades
e é outono.

As manhãs de outono são as melhores manhãs
bem como as tardes, por mim eu só teria outono
quando as coisas que não servem mais vão embora
carregadas suavemente pelo vento
É quando meu abraço é maior,
meus sentimentos são mais capazes
e sinto meus sentidos mais possíveis
Tudo pode acontecer em uma janela de outono.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novos baianos

Coisas interessantes acontecem mesmo o tempo todo?
A disposição deveria ser algo trivial para que ocasiões se tornassem eventos
impressionante como as viagens de fato são caminhos para as melhores sensações
o permitir deveria ser um caso de suma obrigação


Uma família de baianos compartilhando música, compartilhando sonhos,
Construindo cidade e desconstruindo mundos

Coisas assim deviam acontecer sempre

Um butequinho com amigos
o uso da cerveja, e um pouco de nicotina não fazem mal a ninguém quando se ouve Belchior e cantando as semi-convicções de um rapaz


Coisas interessantes acontecem mesmo o tempo todo?
Engraçado como o preconceito pode inibir os melhores momentos
e como ser desejoso da liberdade plena agrega mais situações verdadeiras

Um butequinho
Um pilequinho com os amigos num domingo destrói qualquer banalidade da segunda promissora de horrores.
Definitivamente o bom uso da cerveja, e um pouco de nicotina não fazem mal a ninguém quando se canta Belchior

Uma família de baianos compartilhando sonhos, compartilhando música
Construindo cidade e desconstruindo mundos


Coisas interessantes acontecem mesmo o tempo todo?
Todo o tempo zilhões de pessoas por aí, fazendo outros zilhões de coisas
Olhar para o lado devia ser disciplina de escola,
perceber o mundo não devia ser opcional
Fazer banalidades deveria ser crime
O desassossego devia ser implantado com o um chip na mente das pessoas

Uma família de baianos compartilhando sonhos, compartilhando música Construindo cidade e desconstruindo mundos


Coisas interessantes acontecem mesmo o tempo todo?
As viagens ao desconhecido, a intensidade dos momentos, a leveza da espontaneidade
Tudo isso faz com que aconteçam coisas interessantes o tempo todo
Não é necessário ir muito longe pra fazer turismo
A esquina de casa é um ótimo começo
Dar oportunidade a si mesmo é o melhor transporte
Se despir de medos, amarras e preconceitos a única passagem
E se jogar nesse negócio de botar gente no mundo que se chama vida é a única e melhor viagem
Porque acontecem coisas interessantes o tempo todo,
é preciso apenas ver com os olhos de enxergar
A redundância se faz necessária para um ato de chamamento
Prestar atenção apreciar e vivenciar essa coisa toda que é tão bonita

Três baianos tocando MPB, num domingo, explorando um latino americano...
Amar e mudar... Deveria interessar mais...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nas prateleiras

As coisas deviam ser todas de conveniência 24h
Já pensou comprar sacos e sacos de bom senso ?
Contra senso seria pedir meia dúzia de desculpas
Mas encontrar nas prateleiras pacotes de coerência seria incrível
Bom seria encomendar compreensão e bondade
É engraçado!

Que tal vender amor em farmácia?!
Iria comprar comprimidos de beijos de canto de orelha
cartelas de pés que roçam um no outro
cápsulas de cheiros e suspiros
doses de palavras bandidas e beijos roubados
centenas de efervescentes de abraços e amassos
e injeção contra a saudade e fins indesejáveis
Aí pediriam receita e passariam um antipocondríaco
Pílulas de carinho não fazem mal a ninguém
É engraçado

Por que não encontrar gentileza por atacado?!
Já pensou dar de cara com respeito no balcão?!
Bons modos poderiam ser distribuídos a um bom preço em supermercados
Difícil seria pagar imposto sobre as verdades
E pedir nota de lealdade
Encontrar sinceridade pronta para consumo seria o ideal
Quem sabe sorrisos na promoção...

Enquanto nada disso está na vitrine é bom dar uma limpada no espelho...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Coquetel Molotov

Definitivamente quando o dia é pra ser ruim ele não dá aviso, e acontece cada coisa que se você acha que não pode ficar pior é por mera falta de imaginação. Cópia daquelas comédias: como se não bastasse o cara estar ferrado, vem um carro e joga lama por cima. Pois bem... É o que aconteceu comigo. Coquetel Molotov. Isso parece marca de vodka. Me dá uma dose...

Decidi rir pra tirar proveito e não me entregar a uma possível e eventual tristeza, correndo o risco de me tornar amarga. Ah! Isso eu não faria comigo, não de novo, nem nunca mais, muito menos para sempre. Notícia ruim vem por SMS e email. Mas isso não é um sinal é tecnologia.

O caso é que logo pela manhã [5h45], vou ao meu banho rotineiro de acorda logo porque o dia está prestes a acontecer. Um friozinho tão convidativo aos edredons, lençóis e travesseiros... Enfrentei bravamente a preguiça e segui forte e honrosa para o chuveiro. Abri o registro, a água desceu à vapor, me joguei de cabeça. Quando começava a gostar daquilo, caiu o fusível e simplesmente fiquei no escuro e uma água gelada do mal pingando no cerebro. Pensei: que droga! Foi aí que eu deveria ter voltado para a cama, mas vendo que estava tudo ligado: TV, ferro de passar, liquidificador... Isso não seria um mau presságio.

Superei o desgosto rapidamente, apreciei a vitamina de leite de soja, abacate, banana, maçã e sem açúcar de todo santo dia, preparada carinhosamente pelo pai diabético (aquilo é horrível), mas num dava pra dizer que o dia seria ruim, porque todo dia eu sou obrigada a passar pela bebida semi-láctea se num fosse a soja. Exceto por ter encontrado um objeto não identificado, que preferi pensar que era uma casca de alguma das frutas, essa parte do dia foi tudo bem e esse certamente não seria um sinal.

E então saio pra ir trabalhar e me deparo com um cara de cueca coçando a pança e uma mulher de cabeleira loira, descabelada de toalha bem na esquina indo pro carro em despedida. Cena forte numa manhã de segunda: um sujeito de meia idade, careca, barrigudo, com zorba de vô, dessas que o “dito cujo” sai de lado, é no mínimo traumatizante. É engraçado também, sabendo que na esquina de casa, atravessando a rua fica instalada uma casa de recreação do sexo chamada “Tia Lica”, tudo dispensa comentários e esse não seria o motivo pra superstição, as pessoas transam.

Como se não bastasse, chego ao trabalho, a reunião “inquisidora” espera por mim e aos meus colegas. Toda segunda-feira a mesma coisa, cujo ensinamento é: “com as reuniões eu aprendi que se o Corinthians perde a culpa é minha!”. Sendo uma carnificina, nem pensei que a situação fosse uma amostra do que poderia vir de exclusivo para mim. Não! Não era um aviso.

Acabou a reunião, começo a trabalhar, e de repente, não mais que de repente a internet cai. Pode ser que na ocasião da pedra lascada alguém conseguia trabalhar sem internet, atualmente, no entanto, não consigo descobrir nem que dia é hoje sem o “guru” de todos os dias, horas e circunstâncias. E a internet bandida não voltou... Mas a falta da internet não chega a ser um atentado, é mais um fenômeno natural... Tipo tsunami... Não é um sinal e sim a falta dele.

E ainda não foi o pior, eu estava eu feliz, porque não tinha mais o que acontecer... Quando surge o motorista pra me buscar numa pauta (uma matéria normal, limpa de ar condicionado). O fato é que ele tava na adrenalina, uma ocorrência do nada e eu tive que ir junto... Fui...

A denúncia era a de que encontraram um corpo numa casa. Até aí tudo bem, estava me preparando para escalar um muro para conseguir a foto do suposto defunto, quando pisei num cocô fedido, e mole, e gigante! Custava olhar para o chão? Não! Eu estava empolgada demais com a altura do muro e a nostalgia do colégio.

E nem era morto, mas quase mataram uma velha de susto. Jogaram uma bomba caseira no terreno ao lado da casa da pobre. Mandaram uma nitroglicerina de garrafa cheia de pregos, judiação! Podia ser coquetel molotov, passei perto da dose!

A senhora tremia tanto... Mas a entrevista foi a melhor. Nesse interim eu já sabia que meu all Star branco estava “merdeado” a toa, eu havia subido no muro a toa e a matéria já nem era um fato conclusivo.

Eu só tava fazendo a foto das janelas quebradas, mas ouvi que era culpa da novela da época da ditadura [soube que é transmitida no SBT], que influenciava os jovens a produzirem bombas. Foi demais, e me manter séria e prestativa, foi ainda mais absurdo. Maldito Google com essa cultura terrorista impregnada em suas páginas. E meu pé fedendo. E pra descer do muro, foi estilo Capitão Boing. “Se o céu é o limite”, do chão é que eu não passo.

Eu não vou falar do meu almoço porque aí vai ser humilhante. A falta de tempo e grana me obriga a comer marmita todos os dias, e obvio que deu errado e eu não vou contar isso. Voltei a trabalhar, travando uma batalha com o dia, fazendo graça de tudo, porque é nessas horas é que é válido ser auto divertida. Inteligência emocional para as horas de crise. Molotov.

A internet caiu de novo. De repente “PI” meu celular, li uma mensagem que deu dor de barriga e com aquela marmita nem conto nada. E a internet voltou, antes não tivesse voltado. Li um email desesperado e pensei agora acabou tudo mesmo. Mas já tava tudo bem ferrado então decidi ser corajosa e ver que o dia não ia me matar. Coquetel Molotov para os fortes.

Aquela altura eu já estava me sentindo o Highlander, só faltou a música do Queen. Mas aí eu choraria. Não chego a rainha, mas sou uma lady e não choro nunca. Respirei fundo, bem fundo... Continuei o dia difícil de banho gelado, bebida azeda, homem velho pelado, reunião cretina, internet bugada, merda no sapato, tombo de muro, marmita zuada, o que seria um término por email?

Aí já era de tardezinha, o jornal todo atrasado, vamos pedir uma pizza e encher a barriga de Coca Cola! Qualquer prejuízo é lucro. Vem um esculacho do patrão, porque se não tem internet e o jornal está parado, a culpa é minha! Dei risada... Eu sabia que não devia ter saído de casa. Mas é como eu disse: um dia ruim não dá aviso. Ele só é ruim.

Se fosse em outra ocasião eu teria medo de ir pra casa, mas não, fechei minha página, peguei minha bolsa, fui pro meu reino, tomei banho, escovei os dentes, e pensei que um dia ruim dava uma boa história, porque é inacreditável, totalmente coisa de filme. Então pensei que se eu posso viver uma comédia, porque não um romance? A lógica é perigosa porque há outros segmentos no cinema, mas acho que vou arriscar.


No final, o dia valeu a pena, eu ri de todas as catástrofes... Fiz pessoas rirem também, e vi que com um pouco de fé é só um dia ruim que vai acabar assim que eu dormir. Confesso tive vontade de procurar a receita do Coquetel Molotov, mas vou ter coragem de acordar amanhã de novo e ver o que vai rolar... E eu não vou explodir!

domingo, 15 de maio de 2011

Caí

O mundo da gente cai por tão pouco
tantas coisas estabelecidas não consolidadas
A mente "mente" tanto,
se isso é um clichê ou jargão, não importa
O fato é que nenhum engano é suficientemente marcante para deixar de cometer um erro parecido...
Mas tudo bem, em algumas esferas, a tentativa leva o erro, e errar por excesso de tentativas de acerto não chega a ser um pecado

O mundo da gente cai por tão pouco
Acho que até dava pra não ficar triste
Mas alguns sentimentos são uma questão de necessidade ou escolha... Mas francamente esse caso não foi necessariamente um ou outro, só foi...
Foi uma revelação
Agora... Um bocado de falha passa a ser a companhia indesejada nessa relação
Prognóstico, diagnóstico: sem remédio, sem cura

É por tão pouco que o mundo cai
A busca do incomum é sempre mais interessante gostosa e odiosamente doída
Um desperdício de sentimento, doação e procura
Um fiasco de acontecimento seria mais sensato,
porque agora fica aquela amarra
Não dá pra reduzir erro, nem minimizar descontroles
Mas dá pra esperar fechar os olhos
e saber que se não passar vai dar certo
E se não der certo vai passar

Como o mundo da gente cai, rodopia e deixa tonto


Pela semente




É como o renascimento daquilo dormido
O acordar de um sonho insano,








a revelação do que parecia impossível



O reencontro de si ou um novo si florescendo



Me sinto semente;
me sinto feto;
me sinto viva e mais ainda vida



É possível que me sinta morta em algum momento,
mas não acredito que possa ser morte

Serei levada pelo vento feito folha....

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tal qual a felicidade

Sinto que sou estranhada, gosto muito da tristeza, dessas de fundo de poço tanto quanto da felicidade... Pode parecer muito absurdo, mas é incrível o quanto se pode se sentir feliz no meio de uma choradeira "sem fim"... O “sem fim” é um drama engraçadíssimo, porque nunca se pode duvidar que aquela tristeza é infinita, porque naquele minuto de hora é... E por sorte, razão ou acaso. Somente naquele momento, episódio ou temporada, esse sentimento de semi-morte, chega a extremidade da alma intangível.

Ufah! Embora eu quisesse sem querer, nunca morri, não nessa vida. Na verdade já nasci muitas vezes, mas só daquele jeito clichê de ressurgir das piores situações de estresse, e por isso tive excelentes oportunidades de ser feliz incessantemente!


A felicidade e a tristeza são uma loucura fundida... Tenho quase certeza disso. Penso também que a felicidade está para a tristeza, tanto quanto o amor para o ódio... Não é para ser profundo, nem sistemático... É só que os extremos estão conectados quase que por um sentimento de possessão.

As vezes penso que a felicidade, é um sentimento ofensivo, provocativo, burro e alienante. Nunca gostei de pessoas felizes. Não sei se porque me sinto agredida ou porque não acredito na plenitude desse sentimento. Se é que podemos “condenar” a felicidade sob a acusação de sentimento. Se fosse pleno deveria ser simplesmente um estado de espírito, mas para mim não daria certo.

Eu preciso muito estar insatisfeita. A inquietação é que me torna feliz a maioria das vezes. Porque os únicos momentos em que me sinto feliz é quando sano algumas das minhas labutas internas. Fatalmente, imediatamente encontro outra para ser infeliz de novo. Me defendo dizendo que sou filha de Heráclito e aprendiz de Sócrates. Mas obviamente não sou nem de longe algo assim.

Pensa! Que saco seria se tudo fosse ótimo. Eu acho que se eu fosse feliz, quando acordasse e abrisse a janela teria muita preguiça... Porque sinceramente eu só vivo porque tenho um grande objetivo na minha vida: ser feliz, e se eu conseguir isso... Acabou! E aí eu vou fazer o que? Por isso, é que eu vou atropelando esse capítulo.


Primeiro eu faço isso, depois aquilo, aí eu realizo aquele sonho, depois esse, um de cada vez. Então vou sentindo os momentos devagarzinho ou rinho [cada um escolhe o mais certa forma de dizer]. Mesclando com uma decepção aqui, uma tristeza ali, uma frustração. Porque num dá para ser feliz sem ser triste, é como se lembrar sem esquecer... Não dá...

Pretendo ser triste para o resto da vida, só pra poder contemplar a emoção de chorar quando pressentir a felicidade se aproximando outra vez...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Acho que é porque vou entrar de férias

Definitivamente é incrível estar simplesmente bem, só por estar, nem um movimento novo aparente, é só uma satisfação gratuita, é só um parecer livre... Acho que é porque as férias do trabalho estão chegando... Vou ficar 30 dias sem ter a menor idéia do que fazer. Não fiz planos, porque não quero planejar isso, seria incoerente acho, programar.Sem essa vai... Se fosse planejar viajar para Minas, talvez programasse na boa. Fazer o que em Minas? Também não vou agendar tudo né?! Mas farei questão de conhecer Carlos pessoalmente, lendo os ladrilhos de Itabira.

Tem gente que acha que sentou ao lado dele perto da praia. Até faria isso naquele Rio... Mas não agora... Nem em dia algum faria questão... A não ser que fosse pra tomar um café com o Dri. Eu odeio café. Mas o Adriano teria uma idéia. Talvez não tivesse. É uma pessoa de boas conversas, textos e pitos, mas não é bom de idéias. Gostaria de conhecer a barbearia onde corta o cabelo, deve ser um local antigo, interessante e engraçado. Quase sinto o cheiro, do acento velho.

Definitivamente estou respirando profundo, com um sorriso entalado, me sinto ansiosa para dias de êxtase é como se eles estivessem quase chegando para uma visita. Estranhamente pareço querer recebê-los sem medo ou pudor dessa vez. Não que não tenha querido, mas evitei ao máximo, por ter medo de em seguida ser infeliz. Me sinto mais inteligente agora.Estranhamente saí do banho ansiosa por viver hoje, não dava pra fazer muito, já que só pude entrar na ducha as 21h e sendo uma segunda-feira, o outro dia ainda reserva algumas horas de intenso trabalho honrosamente dedicadas, então decidi não me vestir, só deitei na cama e curti o sentimento. Pensei de novo em não esperar algo...

Não aconteceu nada... Veio aquela ansiedade gostosa, um frio na barriga, e uma lagrima. Fiquei só emocionada. Seriam meus hormônios? Não estou grávida. Estaria apaixonada? Por sorte ou azar, seria a segunda vez este mês, que mal começou e já levei um fora e depois descobri que não era amada e sim a amante...

Não ele não era casado, mas de qualquer modo eu não era a “aquela” e sim a outra... Que engraçado! Depois do susto um alívio...

Estou com a pele boa, vou entrar de férias, fazer coisas que não tenho idéia. Vou viajar, ou não... Ficar em casa ou não, só vou coçar e pronto ou não. Isto até parece um plano, mas me perdôo porque foi sem querer e o que vale é a intenção. As coisas tem valido a pena. Meu desperdício é no máximo uma pontinha de medo...

Não é bem medo, mas estranheza. Estou com uma vontade mais que louca de me dar um abraço apertado. Não é Narciso, juro... Mas me sinto a coisa mais linda desse mudo... Não a pessoa, pessoas aos montes são bonitas e tenho percebido isso e me sentido cada vez mais rica por meus amigos fazerem parte dessa turma de gente sincera.


É incrível... Acho que isso tudo é porque vou entrar de férias... Vou sentir falta do trabalho. Ele me completa... Mas meu trabalho precisa das minhas férias...Acho que é porque vou entrar de férias...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Briguei com um amigo, como se a culpa fosse dele. Não, não briguei, aliás, somente externei meu ódio insensato, inexato e paradoxal. Não sou isenta de troca de grosseria e acabei que sem a cerveja. Pois é, eu terminei abandonada. Previsão para esta noite: algumas horas infames até que eu durma e me afogue em minha baba. A gente nem estava perto mesmo...

O fato foi a pergunta cretiníssima: (eu nem sei se existe superlativo para isso). Cadê suas amigas? Certamente com os namorados, já que elas não tem problemas de socialização com o sexo oposto. (essa não foi a pergunta cretina... É não foi). Mas a que sucedeu foi definitivamente devastadora em minha condição: você não tem nenhum “esqueminha”? O que, que é isso? Então só porque todas, odiosamente todas as minhas amigas estão felizes com alguém e eu não, além de não ter ninguém para sair eu automaticamente devo me jogar numa arena cheia de leões famintos? (odeio as felicidades absurdas ao qual não compartilho). Amigas quando eu digo que eu sou feliz por vocês é mentira...

Ahhh! Francamente... Onde fica a Grécia mesmo? Um barzinho serve eu acho, uma boate? “Esqueminha”? Preciso procurar a definição disso no Wikipédia, espero que alguém tenha colocado a informação errada, para que eu possa me iludir um pouco, e acreditar que eu não tenha entendido o que ele disse. Quero acreditar que exista gente inteligente na madrugada, mas fatalmente encontro semi-embriagados, ludibriados com seus lindos carros e meninas bonitas. Algumas burras, outras mais ou menos burras, outras me surpreendem quando conseguem fazer uma analogia ou comentário. Por exemplo: Nossa! Lançaram o livro do Harry Potter, sabia que tem o filme? Incrível. E é por isso que eu decidi não sair com ninguém. Por alguma razão desconhecida não aparece alguém que efetivamente valha a pena. É sempre o mesmo papo péssimo, a mesma falta de percepção da sua alma na existência terrena, alienação. Honestamente a minha paciência se esvaiu. Começa que sou moralmente inadequada para qualquer sujeito, só porque acho as coisas naturais, e olha que nem pratico nada consideravelmente obsceno. Hiprocrisia, "eu quero uma pra viver!"

O fato é que as mães me odeiam antes de me conhecer. Sério! Eles sempre tem medo de me apresentarem para as mães. Só porque eu não concordo com alguns parâmetros sociais previamente estabelecidos de como a mulher deve se portar. Acho que assim como na mesa deve ser na cama. Imprevisível, sofisticada, deliciosa, decidida e nada silenciosa (depende).


Sou de família italiana, a gente xinga, brinca, se diverte e fala alto enquanto come. Acho péssimos aqueles casais em que as mulheres são caladas, e quando falam é sobre os filhos, a casa, o cabeleireiro ou a última roupa que comprou. Enquanto isso, os machos arrotam, bebem, falam palavrão... E olha que previsível, batem em suas bundas quando passam.

Queria mesmo ter talento pra buscar a cerveja na geladeira. Deus eu não tenho, porque até que eu chegue na sala eu já bebi a cerveja. Entende?! Mas é praticamente isso, os carinhas querem as meninas virgens, ou com caras de virgens, ou as que fingem que são virgens, para exibir. Aliás já percebi que homem não precisa ter integridade, se tem uma gostosa ao lado. Não aceito ser adereço de sujeito mentalmente encardido. E fisicamente não me enquadro no conceito de beleza atual. Não sou mulher fruta. Nem sou boa de fazer suco. TANG no máximo e com vodka.

Pareço uma frustrada falando, talvez porque eu tema ter um fim trágico. Acho que estou fadada à Amélia, obviamente não sei se por gosto ou falta de opção. É que já fui largada pelo que julgava ideal, e incrível, e perfeito...Vejo a perfeita merda que me enfiei. Me vi lavando e cozinhando para alguém, e as vezes eu esquecia que eu gostava de esmalte vermelho e não fazia as unhas. Perdi a memória de quem eu era.

Tive sorte quando ele foi embora, restou um pouco de mim. Sobrou muito pouco do que se supõe ser alguém, mas sobrou. Um corpo mais magro, querendo dar um jeito nisso e um sorriso que insistia em não sair da boca porque chorar era inevitável. Agora eu não quero provar um pouco mais do mesmo.


Não é apenas medo... É auto-preservação. Sempre achei que isso fosse desculpa para gente fraca. Mas sinto que enrolo, porque planejo e sou um profeta as avessas de mim mesma. “Só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa(...). De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?" (Adélia Prado).

E porque briguei com meu amigo? Eu nem me lembro... Mas ele me disse que isso tudo é bobagem, que eu não tenho a menor convicção no que digo, já que eu sou exigente demais e seletiva de menos, e nunca sofro já que nem da tempo. “O cara num corre de você, você o bota pra correr”. É vai ler um clássico, para se entender, ou complicar e não se arrepender. Mas você está me devendo uma cerveja... (briguei com outro amigo em seguida e nem sei de que briga estou falando mais).

Um texto ruim

Existem uns textos péssimos por aí do que se aprendeu com a vida...
Apesar de ruins sempre dizem algo da gente, daí pensei nas minhas noites bandidas, em que o sono roubado pela embriaguez, me levou à esferas de auto-compreenção.
Por céus, vi que foram muitas coisas, mas nunca o suficiente. O que eu quero dizer é que tenho muito à aprender e que ainda tenho que beber um pouco mais.
Todo mundo é mais legal com vodka... Sei lá

Vejo muito lucro nisso...
Saquei que ainda não tinha nenhum CD da Cyndi Louper no computador. Achei pecado, já que havia aprendido com minha mãe que a garota antiga tem um pouco mais a dizer além do pop. Então percebi que ter conhecimento não significa muito, quando os detalhes notáveis de qualquer situação não são vivenciados.

Essa fruição leva-me a crer que, às vezes ter um bom português não faz muita diferença (na verdade tive a ajuda de Humberto) pra ver isso.
Aprendi que nas coisas fúteis contém as maiores filosofias, sei lá: quando se pinta as unhas, a primeira camada tem que ser bem feita, se não enche de bolhas e o resto todo fica ruim. É aquele lance de anúncio: precisa-se de bases sólidas.

Acho que aquela linha grega da mitologia é a mais certa, a vida intensa, a vida insana. Todos podem ter: “la vida loca”, mas as consequências vem à rodo. Todo mundo é afetado por pragas, quando alguém faz algo errado. Sei lá a Grécia era muito pequena pra um mundo tão complexo. Ou muito grande para um mundo tão medíocre.
Penso que o mundo de todo mundo é dicotômico? Grande, pequeno ou sincrônico, diacrônico. Em quantas dimensões a gente num se acha até se perder de novo? Perfeito pra você Heráclito. Pra consertar: eis que surge o desconserto. Me remete a filosofia do filho preguiçoso: pra que arrumar a cama de noite se vai dormir de novo?

Não sei, eu não arrumo!
É talvez seja a hora de arrumar a casa... E mais um texto ruim foi deixado para a posteridade...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O encontro


Os dias não estão bons
As noites têm sido mais fáceis...
Pois o sono me transporta a outros mundos,
a sonhos que julgo superiores
É tão estranha a anestesia que me envolve
Não estou bem, não estou mal
na verdade penso que nem estou
Fui dar uma volta de mim
É tempo
preciso de você pra mim
se meu presente tempo é você
vou me encostar em ti
para que suavize os meus dias longos
de largos suspiros...
vou verificar a s horas relativas dos homens
e te perceber como um amante
face a face de um beijo
e aos vãos momentos que me ver
segurarei tuas mãos calejadas
de tantos outros dias cansados
da monotonia do sofrimento de amar...

E os dias melhores viram
Como também noites...
Sem ludibriagens de sonhos
Ou outros mundos, que não sejam os meus
Vou voltar pra mim
como o sol volta pro dia
sem anestesia
embriagar-me de mim mesmo
Como num reencontro amoroso
em que um instante
seja todo o tempo do mundo
e todo esse tempo seja meu
vou te abraçar tempo
meu eterno amante
e sussurrar um segredo

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Obrigada por me encontrar.

domingo, 8 de novembro de 2009

Substancialmente

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Lembra daquela história sem fim em que não importam os acontecimentos? E nem a sucessão deles, e que não existe nada desinteressante suficientemente para não ser escrito, lido ou contado. É... A vida é substancialmente – falta algo depois do advérbio – mas o que dizer quando há o temor de que a história sem fim, tenha tido um cabo?

Não dá para fazer muito a não ser dizer um: enfim...

É possível relembrar velhos fatos, ou fazer com que aconteçam novos... – escolhas – De que forma contar uma nova história? Os mesmos protagonistas seria uma boa ideia, mas atualmente o elenco está meio desfalcado – ou está lá em outra história, não menos importante – mas a direção finalmente está em mãos adequadas.

Não é nenhum Jean-Pierre Jeunet ou Pedro Almodóvar, mas dará para quebrar um galho, ! Tem o Goddard – se depender de excentricidade – o sucesso da hitória é certo.

O fato é que essa história já foi contada, não será nem uma estreia, mas a ideia é que ocorram fatos inéditos.

Mas dessa vez, não será mencionado, o caso daquela senhora que fica sentada numa cadeira de balanço todos os dias, na varanda de sua casa analisando as brincadeiras das crianças na rua, esperando que elas dêem um passo em falso, só para delata-las as suas mães – Luiz Otávio quem o diga – , nem falar da vizinha ao lado que recebeu outro homem ontem. Afinal a vida é dela, e vai saber quantos tios ela tem não é mesmo?

Essa é a história daquela garota de botas limpas e guarda-chuvas vermelho andando na rua, numa chuva de matar afogado, e que não era a chuva o que de fato a molhava. A chuva era a metáfora do choro, por isso as botas secas e limpas, a lama era da alma, e o guarda chuva vermelho, era somente a paixão do seu peito, mas isso tenho certeza que o bom leitor entendeu...

Na história, ela sorrio, do nada e foi....
Ninguém sabe o que ela viu e nem para onde foi... Uma certeza existe, ela não foi tão longe que não pudesse voltar e não tão perto que pudesse ficar. As coisas mudaram.

Um All Star no pé que estaria branco se não fosse a enxurrada, uma jaqueta verde e passos curtos próximo a uma igrejinha simpática, sentiu-se na Europa olhando os pequenos ladrilhos do chão, com flores coloridas grudadas, e a melancolia da falta de sol, com o sopro frio da chuva de dois dias na primavera.

O caminho foi custoso, até encontrar um lugar cômodo para se sentar. Inicialmente, acomodou-se no degrau da porta da capela – capela de Santo Antônio – depois não achou bom ficar de costas para os santos, não que ela seja religiosa, não é... Só que a incomodou ficar de costas para os donos da casa. Então levantou-se, e sentou na fonte que a pouca água que tinha, era apenas a da chuva – a fonte está inativa tem algum tempo – de frente com a porta dos santos. Sentiu-se bem ali, somente com eles e a garoa nos ombros, então respirou finalmente.

Mas não aconteceu nada, nem um arco-íris, ou luz no céu, e não havia muito que fazer a não ser levantar-se dali, mas não levantou, pensou que tinha que pensar mais um tempo.

Não tem muito o que contar agora, porque realmente não aconteceu nada... Ela se levantou depois de um tempo, não chorava mais, mesmo assim levou o choro com ela, não esperava alguém, nem o que, mas só porque não dá para esperar por nada.

Ficou ali minutos que pareciam horas, não porque não queria estar ali. Só que apenas aquele lugar a cabia, não havia onde ir, nem o que buscar. Ela queria seus sonhos e certezas de volta, as promessas e juras e esperança e possibilidades. Ela gostaria de poder lutar, mas como, como que e contra quem.

Então viu que somente dava para lutar a seu favor... Ainda não decidiu desistir não dessa luta, pode ser que daqui um tempo essa luta perca a importância, mas não hoje...

E... Obviamente essa história não acabou só precisava ser contada, alguns fatos foram cortados, não pela relevância, só porque que celulares não parecem muito atrativos nesse cenário, nem SMS, enfim.

A vida é substancialmente forjada, até mesmo as coisas casuais são premeditadas, não dá para esperar o príncipe encantado e nem deixar que um trem atropele. É muito mais garantido arrumar uma mula subir nela e buscar o tal almejado, e o trem, não dá pra se jogar em tudo sem cautela, pega ele no ponto.

A garota levantou e foi... Ainda não dá para saber onde e nem sempre quem escreve, narra, conta ou dirige a história é quem vai determinar o rumo, porque fim isso com certeza não tem, porque de verdade isso não pode acabar assim...

Ainda falta estar naqueles olhos...
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Já foi

Há contradição no que sinto
Nem sei o que é
Presença, eu não tenho mais a tua presença.
O cheiro entorpecente que não sai do meu travesseiro

Abraço.
Foi embora, e não me marcou nem um beijo na cara
Queria teu peito quente pra recostar, e dizer que amo e ouvir o mesmo.
É em vão, nem todo amor do mundo pode curar.
Vejo os teus olhos, me perdia naquela profundidade,
Queria poder me perder nos teus braços.
É em vão, não posso achar que as coisas podem ser diferentes

Saudade
É o que fica, e é o que tenho para me consolar
Queria usar dos teus lábios agora roçando em meu corpo
É em vão, toda a presença física não supriria minha vontade
Vejo teus olhos agora, e me perco nessa impossibilidade

Ilusão
Acabou aquele sonho de felicidade
Queria posar naquela segurança de sempre dois
É em vão, não posso achar que isso tudo seria verdade
Não vejo nada do que você não saiba...
Mas queria acreditar na possibilidade de Amar... Amar... Amar
Enfim sós e mal acompanhados.

domingo, 13 de setembro de 2009

O dia em que eu "MORRI"


As pessoas morrem, mas ninguém retorna para contar o ocorrido. Não retornei da morte, mas narrarei o causo de minha nota de falecimento. Obviamente não como o tão famoso “defunto autor”, que escreveu sua auto-biografia pelo cabo.

O fato é que houve um dia em que eu morri, pessoas choraram, outras se assustaram, e eu fiquei surpresa. Afinal não é todo dia que se morre, e se isto acontece é necessário que sejamos os primeiros comunicados.

Como disse Guimarães em discurso após recolher os louros de sua carreira de escritor “A morte é a maior prova de que se esteve vivo”. Fato que comprovei de forma extremamente peculiar.

As vezes ouvimos dizer que pessoas são mortas por algum engano criminoso. No meu caso também foi um engano, mas acima de tudo foi um crime literal.

Eu morri, e recebi uma ligação me avisando disso, depois vi uma nota em um site, cujo endereço preservarei por ética. Enganos.

Um engano infeliz, que me custou ter que provar a minha vida... Agora porém, acho graça da morte... Acho graça da vida.

Plagio
Fiz uma nota para o site em que trabalho, havia morrido uma pessoa com gripe suína. Seria a primeira morte pela doença no município. Imagina... Bombo.

Então um outro site "colheu" a informação de maneira errada no site em que eu trabalho, e o tal (Ctrl C/ Ctrl V), resultou em uma situação desastrosa. A minha morte!
No meu orkut já tinha uma galera de luto. Ainda bem que meu pai não atua nesse lance internético.

Depois da minha editora mandar um email bem mal criado, eles consertaram o ledo engano. Mas como ela diz: “Inferno! Informação só vai, não volta”. E eu já havia morrido .


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Qual será a próxima gripe suína?


De repente: BuUUUuuM
Crise mundial. Um medo, desespero. E agora?
O ser humano tem esse hábito, um problema é O problema e ninguém diz Solução. De acordo com Freud um homem normal é neurótico por excelência. O próprio ser humano usa dessa neurose para criar, aumentar ou diminuir impactos.
Vamos lá. Crise mundial. Todos jogaram pedras no Bush, por conta do estrago no Afeganistão, daí foi só o cara lançar uma crise no mundo, para ninguém mais lembrar, dos pobres devotos de Alá. Impressionante.
Como esse cara se reelegeu?
Eeee... Posso pensar que ele se re-elegeria novamente; facilmente.
Enfim, uma campanha enorme... E uma pergunta: De quem será o abacaxi estrelado?
Surge um negro simpatizante do judaísmo. Achei engraçado... Da água pro vinho... Será que eles aprenderam com o erro?

Mas ainnnnnda... crise, crise, crise, crise, crise...
Puta que saco: crise!
Eeeeeeee de repente:
BuUUUuuM
Gripe suína. Um medo, desespero. E agora?
Cadê a crise mundial?
De acordo com João Luiz (meu pai), a tal gripe suína foi criada em laboratório e jogada no México para “tirar o foco”. Ainda segundo papai jogar o vírus mutante nos Chicos foi absolutamente estratégico, pois eram “dois coelhos numa só”, pois estaria expressamente proibida a emigração, destes tão amados e respeitados pelos EUA, e todos tirariam os olhos da grande águia.
Como diz o nosso letrado presidente “A crise é só uma marolinha”.
Nem a morte do rei abalou a gripe. Por que?

Vidas, muitas vidas em jogo. Mortes, muitas mortes em jogo.
Muita mídia, muito dinheiro.
Vacina...
Muita neurose.

Surpreendentemente ainda não vi nenhum, grande líder com suspeita de tal gripe. Quantas crises, quantas gripes ainda virão?
Eu gosto de Freud e gosto meu pai... Ambos tem muita loucura, mas um tanto de razão.
Penso que o mundo só muda, quando as pessoas mudam individualmente, o foco nunca pode ser a problemática.
Neste momento um
As crises estão diante de nós todos os dias, e adiá-las ou subtraí-las não resolve. O medo não resolve. O sofrimento não resolve.
O que resolve é continuar, trabalhar, persistir.

A crise realmente é mundial, mas não somente pelo “coprólitos” do Bush, e sim pela conduta de cada ser humano.
A galera ainda xinga negro, bate em gay, tortura gente, briga por religião. As pessoas ainda julgam e menosprezam as outras sem nem ao menos dar oportunidade a elas. As pessoas ainda mentem, e tem sentimentos inóspitos. As pessoas não acreditam mais nelas e nas outras.
O cinema se tornou tecnologia ao em vez de boas histórias.
espirro é uma explosão.
O que será necessário acontecer agora?
Coloquem suas mascaras e apreciem o voô, que não seja francês é claro.

sábado, 4 de julho de 2009

tendencias...

É bom sentir-se humano, sentir que as coisas ainda afetam. A visão de um menino sujo de roupa feia e de olhos firmes trouxe uma inquietação na vida.

O menino de roupa feia olhou nos olhos de um menino de roupa bonita. O menino de roupa feia sentiu poder ser o mesmo de roupa bonita, mas mostrou a revolta nos olhos firmes.

O menino de roupa bonita, notou a presença do outro, e não se sentiu diferente, mas também não sentiu poder ser igual.

Como julgar?

O pensamento é que vendo os olhos do menino de roupa feia, o julgamento é certamente culpado.

E vendo o menino de roupa bonita sem nada nos olhos, certamente o julgamento é culpado.

Depende dos olhos de vem vê, de quem é visto.

Os olhos firmes nada inocentes tinham uma determinação crua, o outro não viu o nascer do sol pela mesma janela, também não sentiu frio.

Nenhum dos dois tem culpa, mas possivelmente um dia, o menino de roupa bonita pode passar a ter ódio nos olhos ao ver o menino de roupa feia.

E ainda ninguém tem culpa.

E a culpa é de quem?

As pessoas são tendenciosas, tendem a maldade, o medo, o egoísmo, o preconceito.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pensando...




É...

sem calculadora eu não sei fazer conta...

só "de conta".

Depois que inventaram computadores super avançados;

qualquer um da conta de qualquer conta,

mas se "conta" nos dedos

quem da conta de gente.




...




Era uma vez...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fraterno sorriso da abelha

A menina dos olhos mais pretos que eu conheço...
rss. Suas sardas em pele morena
é o que mais me impressiona...,
mas não é 'unica' só pelas sardas ou olhos de extrema curiosidade...,
e nem pela grafia incomum do seu nome,
que decorre um significado "bee",
É especial pela forma que amo,
e que não sou capaz de amar ninguém,
nem como,
e nem tão quanto...
é que sua vida tomou forma perto da minha...
meu umbigo, é teu umbigo...

que saudadeeee...


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu trabalho.com


Querido Blog, eu sei,

EU SEI!!!

te abandonei...

mas eu juro que não é atoa...

Estou trabalhando pra caralho...

Olha que orgulho!

Euzinha cobrindo um capotamento...

um beijo de quem esta com saudades!

domingo, 10 de maio de 2009

Certo biscoito?

Já faz alguns anos, mas a memória continua intacta. Ainda sinto o cheiro, ouço a voz... É, as vezes me aflijo por procurar a voz e não a encontrar e o rosto mais do que na memória vejo em mim, as vezes meu reflexo é muito perturbador por isso.

A vida é transitória, mas se repete sempre por ter o formato de um circulo, desta forma, há certos períodos que me fazem desconcertar; desconcentrar. As datas, elas me mergulham os sentimentos de modo a me afogar, surge todo meu extremo de loucura e me sinto frágil.

Odeio a exposição, odeio me mostrar, odeio que percebam que as vezes eu sinto "A Dor", então fico irritada, quero quebrar as coisas. A verdade é que tenho raiva, fico brava e eu só queria ouvir:
_ Tudo certo biscoito?

Esta proteção única me faria muito bem. Eu me sinto cansada de me defender sozinha das coisas... É eu queria ser protegida, das coisas e até de mim, queria ter aprovações e até desaprovações, contar meus méritos e esconder meus erros.

...É ... Eu tive meu primeiro namorado, meu primeiro sexo. Vesti uma roupa incrível, para uma festa fina em um lugar caro e fiquei linda.

Tive minha primeira briga e desilusão. Quis me arrumar pra balada e meu pai fez escova no meu cabelo. Acendi meu primeiro cigarro e gostei.

Fui obrigada a mudar de cidade e acabando de chegar, fiz 18 anos com amigos desconhecidos, que depois conheci e agora são eternos. Me virei e arrumei um trabalho bacana, depois fiquei entediada e mudei de cidade porque quis.

Passei no vestibular e foi a melhor sensação do mundo, conheci pessoas legais, diferentes, estranhas e não tão legais e fui estranhada também; vi de tudo, senti quase tudo, me perdi, me achei, me acharam, surpreendi e me senti surpresa diversas vezes.

Conheci um guri e me enamorei, ele se apaixonou, depois de um não namoro; namoramos. Parei de fumar.

Fiquei retida no terceiro ano da faculdade, porque me estressei e decidi não fazer as provas finais, agora carrego algumas DPs e consequências.

Outro dia tive uma conquista; o emprego que desejava, o trabalho é muito o salário não “tão”, mas a recompensa será grandiosa. Aspirante a jornalista, este é meu novo ponto de chegada, uma redação.

Vou terminar a faculdade daqui um tempo e terei a uma formatura, vou passar pelo corredor do reconhecimento e depois já partir pra outra.

Então quando estiver pronta vou me casar, se tudo der certo não será do jeito tradicional, e estarei radiante com meu guri enamorado. A gente vai trabalhar muito juntos e brigar bastante até nos adaptamos, então um dia vou enjoar e ter que fazer um exame e vai nascer meu moleque dos olhos verdes.

E serei mãe, e vou recitar infinitas vezes a palavra mãe, porque hoje ela não me sai pela boca faz anos e a sinto atrofiada. Eu nunca imaginei que sentiria falta até mais do que da presença, de chamar, gritar, pedir “mãe”

Então eu escuto a frase:
_ tudo certo biscoito?
E emburrada eu digo:
_“tá”

Hoje é mais um dia em que me lembro das conquistas, me sinto feliz por ter sido capaz delas e sobrevivi pelas erradas... a presença não... mas a referência sempre...
ETERNIZADA

Feliz dia das mães!