segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O encontro


Os dias não estão bons
As noites têm sido mais fáceis...
Pois o sono me transporta a outros mundos,
a sonhos que julgo superiores
É tão estranha a anestesia que me envolve
Não estou bem, não estou mal
na verdade penso que nem estou
Fui dar uma volta de mim
É tempo
preciso de você pra mim
se meu presente tempo é você
vou me encostar em ti
para que suavize os meus dias longos
de largos suspiros...
vou verificar a s horas relativas dos homens
e te perceber como um amante
face a face de um beijo
e aos vãos momentos que me ver
segurarei tuas mãos calejadas
de tantos outros dias cansados
da monotonia do sofrimento de amar...

E os dias melhores viram
Como também noites...
Sem ludibriagens de sonhos
Ou outros mundos, que não sejam os meus
Vou voltar pra mim
como o sol volta pro dia
sem anestesia
embriagar-me de mim mesmo
Como num reencontro amoroso
em que um instante
seja todo o tempo do mundo
e todo esse tempo seja meu
vou te abraçar tempo
meu eterno amante
e sussurrar um segredo
......................................
Obrigada por me encontrar.

domingo, 8 de novembro de 2009

Substancialmente

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Lembra daquela história sem fim em que não importam os acontecimentos? E nem a sucessão deles, e que não existe nada desinteressante suficientemente para não ser escrito, lido ou contado. É... A vida é substancialmente – falta algo depois do advérbio – mas o que dizer quando há o temor de que a história sem fim, tenha tido um cábo?

Não dá para fazer muito a não ser dizer um: enfim...

É possível relembrar velhos fatos, ou fazer com que aconteçam novos... – escolhas – De que forma contar uma nova história? Os mesmos protagonistas seria uma boa ideia, mas atualmente o elenco está meio desfalcado – ou está lá em outra história, não menos importante – mas a direção finalmente está em mãos adequadas.

Não é nenhum Jean-Pierre Jeunet ou Pedro Almodóvar, mas dará para quebrar um galho, aé! Tem o Goddard – se depender de excentricidade – o sucesso da hitória é certo.

O fato é que essa história já foi contada, não será nem uma estréia, mas a ideia é que ocorram fatos inéditos.

Mas dessa vez, não será mencionado, o caso daquela senhora que fica sentada numa cadeira de balanço todos os dias, na varanda de sua casa analisando as brincadeiras das crianças na rua, esperando que elas dêem um passo em falso, só para delata-las as suas mães – Luiz Otávio quem o diga – , nem falar da vizinha ao lado que recebeu outro homem ontem. Afinal a vida é dela, e vai saber quantos tios ela tem não é mesmo?

Essa é a história daquela garota de botas limpas e guarda-chuvas vermelho andando na rua, numa chuva de matar afogado, e que não era a chuva o que de fato a molhava. A chuva era a metáfora do choro, por isso as botas secas e limpas, a lama era da alma, e o guarda chuva vermelho, era somente a paixão do seu peito, mas isso tenho certeza que o bom leitor entendeu...

Na história, ela sorrio, do nada e foi....
Ninguém sabe o que ela viu e nem para onde foi... Uma certeza existe, ela não foi tão longe que não pudesse voltar e não tão perto que pudesse ficar. As coisas mudaram.

Um All Star no pé que estaria branco se não fosse a enxurrada, uma jaqueta verde e passos curtos próximo a uma igrejinha simpática, sentiu-se na Europa olhando os pequenos ladrinhos do chão, com flores coloridas grudadas, e a melancolia da falta de sol, com o sopro frio da chuva de dois dias na primavera.

O caminho foi custoso, até encontrar um lugar cômodo para se sentar. Inicialmente, acomodou-se no degrau da porta da capela – capela de Santo Antônio – depois não achou bom ficar de costas para os santos, não que ela seja religiosa, não é... Só que a incomodou ficar de costas para os donos da casa. Então levantou-se, e sentou na fonte que a pouca água que tinha, era apenas a da chuva – a fonte está inativa tem algum tempo – de frente com a porta dos santos. Sentiu-se bem ali, somente com eles e a garoa nos ombros, então respirou finalmente.

Mas não aconteceu nada, nem um arco-íris, ou luz no céu, e não havia muito que fazer a não ser levantar-se dali, mas não levantou, pensou que tinha que pensar mais um tempo.

Não tem muito o que contar agora, porque realmente não aconteceu nada... Ela se levantou depois de um tempo, não chorava mais, mesmo assim levou o choro com ela, não esperava alguém, nem o que, mas só porque não dá para esperar por nada.

Ficou ali minutos que pareciam horas, não porque não queria estar ali. Só que apenas aquele lugar a cabia, não havia onde ir, nem o que buscar. Ela queria seus sonhos e certezas de volta, as promessas e juras e esperança e possibilidades. Ela gostaria de poder lutar, mas como, como que e contra quem.

Então viu que somente dava para lutar a seu favor... Ainda não decidiu desistir não dessa luta, pode ser que daqui um tempo essa luta perca a importância, mas não hoje...

E... Obviamente essa história não acabou só precisava ser contada, alguns fatos foram cortados, não pela relevância, só porque que celulares não parecem muito atrativos nesse cenário, nem SMS, enfim.

A vida é substancialmente forjada, até mesmo as coisas casuais são premeditadas, não dá para esperar o príncipe encantado e nem deixar que um trem atropele. É muito mais garantido arrumar uma mula subir nela e buscar o tal almejado, e o trem, não dá pra se jogar em tudo sem cautela, pega ele no ponto.

A garota levantou e foi... Ainda não dá para saber onde e nem sempre quem escreve, narra, conta ou dirige a história é quem vai determinar o rumo, porque fim isso com certeza não tem, porque de verdade isso não pode acabar assim...

Ainda falta estar naqueles olhos...
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

uma sexta a noite


Por mais que eu pense...
Sempre IMPOSSÍVEL
Hoje pedi a Deus: por favor
Impossível é não estar nos seus olhos

Como pode me dizer com a boca não?
Se me parece que a boca me pede:
vem beija

Posso eu como fugir contrário ao desejo?
Seria insano, mas seria perfeito
os olhos, a boca e o sentimento no peito

Insano é você que mente
Insano sou eu que sente

Acho que nunca vou dizer o suficientemente bastante
Sempre esqueço todo o ensaio noturno
E nem queria ter dito nada, só marcado um beijo na cara, na mente

E quando chorar parece bom
Sigo sorrindo ao que me agrada
Porque de tudo isso é que a vida é boa
Só não acontece o que a torna plena

Eu sorrio, eu choro

Os caminhos, não me foram, não me são e nem serão amargos
Porque o doce sempre me acontece antes

Porque se tenho uma dor, é que tenho um amor
A rima é pobre, mas o sentimento largo
Só se conhece o ruim, quando se tem o bom

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Já foi

Há contradição no que sinto
Nem sei o que é
Presença, eu não tenho mais a tua presença.
O cheiro entorpecente que não sai do meu travesseiro

Abraço.
Foi embora, e não me marcou nem um beijo na cara
Queria teu peito quente pra recostar, e dizer que amo e ouvir o mesmo.
É em vão, nem todo amor do mundo pode curar.
Vejo os teus olhos, me perdia naquela profundidade,
Queria poder me perder nos teus braços.
É em vão, não posso achar que as coisas podem ser diferentes

Saudade
É o que fica, e é o que tenho para me consolar
Queria usar dos teus lábios agora roçando em meu corpo
É em vão, toda a presença física não supriria minha vontade
Vejo teus olhos agora, e me perco nessa impossibilidade

Ilusão
Acabou aquele sonho de felicidade
Queria posar naquela segurança de sempre dois
É em vão, não posso achar que isso tudo seria verdade
Não vejo nada do que você não saiba...
Mas queria acreditar na possibilidade de Amar... Amar... Amar
Enfim sós e mal acompanhados.

domingo, 13 de setembro de 2009

O dia em que eu "MORRI"


As pessoas morrem, mas ninguém retorna para contar o ocorrido. Não retornei da morte, mas narrarei o causo de minha nota de falecimento. Obviamente não como o tão famoso “defunto autor”, que escreveu sua autobiografia pelo cabo.

O fato é que houve um dia em que eu morri, pessoas choraram, outras se assustaram, e eu fiquei surpresa. Afinal não é todo dia que se morre, e se isto acontece é necessário que sejamos os primeiros comunicados.

Como disse Guimarães em discurso após recolher os louros de sua carreira de escritor “A morte é a maior prova de que se esteve vivo”. Fato que comprovei de forma extremamente peculiar.

As vezes ouvimos dizer que pessoas são mortas por algum engano criminoso. No meu caso também foi um engano, mas acima de tudo foi um crime literal.

Eu morri, e recebi uma ligação me avisando disso, depois vi uma nota em um site, cujo endereço preservarei por ética. Enganos.

Um engano infeliz, que me custou ter que provar a minha vida... Agora porém, acho graça da morte... Acho graça da vida.

Plagio
Fiz uma nota para o site em que trabalho, havia morrido uma pessoa com gripe suína. Seria a primeira morte pela doença no município. Imagina... Bombo.

Então um outro site "colheu" a informação de maneira errada no site em que eu trabalho, e o tal (Ctrl C/ Ctrl V), resultou em uma situação desastrosa. A minha morte!
No meu orkut já tinha uma galera de luto. Ainda bem que meu pai não atua nesse lance internético.

Depois da minha editora mandar um email bem mal criado, eles consertaram o ledo engano. Mas como ela diz: “Inferno! Informação só vai, não volta”. E eu já havia morrido né.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Qual será a próxima gripe suína?


De repente: BuUUUuuM
Crise mundial. Um medo, desespero. E agora?
O ser humano tem esse hábito, um problema é O problema e ninguém diz Solução. De acordo com Freud um homem normal é neurótico por excelência. O próprio ser humano usa dessa neurose para criar, aumentar ou diminuir impactos.
Vamos lá. Crise mundial. Todos jogaram pedras no Bush, por conta do estrago no Afeganistão, daí foi só o cara lançar uma crise no mundo, para ninguém mais lembrar, dos pobres devotos de Alá. Impressionante.
Como esse cara se reelegeu?
Eeee... Posso pensar que ele se re-elegeria novamente; facilmente.
Enfim, uma campanha enorme... E uma pergunta: De quem será o abacaxi estrelado?
Surge um negro simpatizante do judaísmo. Achei engraçado... Da água pro vinho... Será que eles aprenderam com o erro?

Mas ainnnnnda... crise, crise, crise, crise, crise...
Puta que saco: crise!
Eeeeeeee de repente: BuUUUuuM
Gripe suína. Um medo, desespero. E agora?
Cadê a crise mundial?
De acordo com João Luiz (meu pai), a tal gripe suína foi criada em laboratório e jogada no México para “tirar o foco”. Ainda segundo papai jogar o vírus mutante nos Chicos foi absolutamente estratégico, pois eram “dois coelhos numa só”, pois estaria expressamente proibida a emigração, destes tão amados e respeitados pelos EUA, e todos tirariam os olhos da grande águia.
Como diz o nosso letrado presidente “A crise é só uma marolinha”.
Nem a morte do rei abalou a gripe. Por que?

Vidas, muitas vidas em jogo. Mortes, muitas mortes em jogo.
Muita mídia, muito dinheiro.
Vacina...
Muita neurose.

Surpreendentemente ainda não vi nenhum, grande líder com suspeita de tal gripe. Quantas crises, quantas gripes ainda virão?
Eu gosto de Freud e gosto meu pai... Ambos tem muita loucura, mas um tanto de razão.
Penso que o mundo só muda, quando as pessoas mudam individualmente, o foco nunca pode ser a problemática.
As crises estão diante de nós todos os dias, e adiá-las ou subtraí-las não resolve. O medo não resolve. O sofrimento não resolve.
O que resolve é continuar, trabalhar, persistir.

A crise realmente é mundial, mas não somente pelo “coprólitos” do Bush, e sim pela conduta de cada ser humano.
A galera ainda xinga negro, bate em gay, tortura gente, briga por religião. As pessoas ainda julgam e menosprezam as outras sem nem ao menos dar oportunidade a elas. As pessoas ainda mentem, e tem sentimentos inóspitos. As pessoas não acreditam mais nelas e nas outras.
O cinema se tornou tecnologia ao em vez de boas histórias.
Neste momento um espirro é uma explosão.
O que será necessário acontecer agora?
Coloquem suas mascaras e apreciem o voô, que não seja francês é claro.

sábado, 18 de julho de 2009

Diário do mal amado

Uma discussão, mas não uma simples.
Uma feia.
Dessas que começam por nada, mas se tornam uma avalanche de emoções e falta de respeito.
Um domingo todo de desespero e silêncio.
Eu sei - é meu o desequilíbrio...
Ele não quer mais voltar

Passeio em meus ressentimentos,

durante toda a semana, e não consigo ver o que ele quer enxergar.
Não vejo convicção em nada,
e não seria novidade, só vejo o que sinto, e ele diz, que o que sinto - é burro.

Como pode ser tão frio, e fazer as coisas só porque parece certo?
Não existe ser inteligente quando se ama, não existe ser racional...
Ou não me serviu pra nada a filosofia.

eu acredito:


"Há sempre um pouco de loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura." (Friedrich Nietszche)

"O coração tem razões que a própria razão desconhece."
(Blaise Pascal)

"O amor é o estado em que melhor o homem vê as coisas como elas realmente são."
(Friedrich Nietszche)

Penso que quando duas pessoas de fato se amam, elas passam pelas crises juntas e não se afastam e esperam a crise passar.


Penso...
Será que ele me ama mesmo? Será que estou sendo egoísta, e só estou pensando no meu sofrimento? Será que ele está certo, e amar é perceber que tudo já acabou?

Eu consigo acreditar que talvez eu seja egoísta em pensar que o meu é o maior sofrimento... pode ser clichê, mas acredito que “amor vivo, é amor em conflito”.

Ele veio até mim, e disse que me ama, disse que acha que ficar longe é melhor, mas que mais pra frente acredita num futuro juntos, eu disse que se fosse para terminar , que eu nunca mais iria falar com ele.

E eu chorei e ele me abraçou, e me chamou de pretinha e disse que eu tinha que ser forte. Pra que ser forte? Só para permanecer viva?

Juro que esse não é o discurso de quem quer morrer. Tem muita vida nesse corpo magro e nesse coração triste... só que eu quero viver junto e não separado.


Ele diz que eu quero sentenciar um término quando na verdade, talvez um tempo baste, mas sinto que ele me diz isso como consolo.

Eu não sei o que pensar, eu queria que me chegasse umas flores e um cartão dizendo: eu te amo e esquece tudo isso, o que eu disse foi uma burrice.

EU ACHO A RAZÃO MUITO BURRA!

Eu “te amo não porque preciso de você”
Eu “preciso de você porque te amo”.


É tão difícil entender?


... isso entra na categoria das coisas que não se precisa dizer ou explicar...